Jogos e Brincadeiras


 A arte como forma de expressão

Vida artística e cultural

A arte é a primeira forma de expressão pela qual a criança transmite ao outro o seu olhar e compreensão acerca do mundo em que vive, estabelecendo por meio da mesma um canal de comunicação, antes mesmo da fala e da escrita

Ao utilizar materiais com diversas texturas, cores e formas como meios de expressar sua criatividade, a criança desenvolve o seu senso estético e a noção de belo. Essas noções contribuirão para que elas ampliem, além de suas habilidades manuais, a capacidade de cuidado com si próprio e o respeito ao outro.

 É preciso estimular sua expressão artística por diversos meios, como um texto, música e o próprio entorno, oferecendo materiais que viabilizem a construção de objetos, a expressão de ideias, sentimentos, enfim, qualquer ação que traduza a experiência criativa da criança. Sem precisar de muitos recursos, o ato de contar e ouvir histórias abrange em si os aspectos culturais, artísticos, recreativos, de lazer (e descanso) a que as crianças têm direito. Contribuem para inserir a criança em sua própria cultura, o contato com valores essenciais, a construção de sua identidade e autoestima.


A infância e as bibliotecas

A associação entre livros, brinquedos e cenários, obtida por meio da interação entre várias linguagens - oral, escrita, musical e cênica, permite que as crianças vivenciem a história contida no livro brincando e, muitas vezes, recriando-a de forma lúdica.

Bibliotecas adequadas às crianças, desde os primeiros meses de vida, são importantes para auxiliá-las a aprender a ouvir, interagir, pensar, investigar, comunicar-se e explorar o mundo ao seu redor. É fazendo do livro também um brinquedo que se torna possível desenvolver um comportamento leitor por meio da associação do ler com o brincar, estimulando essas crianças a construir sua própria cultura como cidadãos de direito.

Apropriado a idade da criança

Espaços para brincar e aprender são aqueles que oferecem oportunidades e atividades lúdicas em um ambiente saudável e amoroso para as crianças interagirem com adultos e outras crianças, desenvolvendo um relacionamento de confiança com eles.

Um bom espaço na comunidade é aquele que oferece: refúgio, forma do espaço externo, recursos, variedade, inovação, acessibilidade, dinâmica e plasticidade. Tais características são valorizadas em função do conceito de que o espaço que a criança habita se constitui como uma experiência crítica e um elemento pedagógico.

Brinquedoteca

Com as ruas lotadas de carros e sem espaços para brincar, a brinquedoteca aparece como um espaço importante para o desenvolvimento infantil, pois ela é um dos espaços dedicados à brincadeira livre como tantos outros, porém, é um lugar com muitas especificidades, que podem variar de acordo com o ambiente em que está inserida: escolas, clubes ou hospitais.

Igualdade de oportunidades

Ao falarmos em diversidade, as meninas, crianças em situação de pobreza, vítimas de desastres naturais ou violência, crianças institucionalizadas, crianças indígenas e crianças com deficiência merecem uma atenção especial. É necessário que os adultos, principalmente as famílias, entendam a importância do brincar e de propiciar espaços de convivência e aprendizado inclusivos, ou seja, aqueles espaços onde crianças com e sem deficiência possam brincar e interagir. Estes incluem a escola e os espaços informais onde se formam as amizades

Participar livremente

No Brasil, a criança é sujeito de direitos desde o seu nascimento (Artigo 227- Constituição Federal). Por essa razão, as políticas públicas voltadas a ela devem colocar ênfase no brincar, recreação, cultura e artes, para que convivam livremente com seus pares, em diferentes ambientes. Para o melhor desenvolvimento das ações, estas  devem apoiar-se em uma política de direitos, que respeite a criança como um cidadão participante em todas as fases da implantação dessa política, criando e oferecendo mecanismos para tal. Os órgãos de controle social também devem fazer a sua parte, no sentido de avaliar o cumprimento da legislação e os gestores públicos precisam, além do conhecimento específico do tema, comprometer-se com o efetivo planejamento e execução de projetos e programas que contemplem os aspectos contidos no Artigo 31.

As obrigações do governo

Para atender às recomendações de proteger e cumprir com o Artigo 31, as diferentes esferas de governo (legislativo, executivo e judiciário) precisam focar na regulamentação da legislação que assegure os direitos da criança, em relação a inúmeras atividades desenvolvidas por diferentes setores, que podem ser impeditivas para o pleno cumprimento do que determina o Artigo 31.

 

Referência:

Disponível em: <https://www.fmcsv.org.br/pt-BR/biblioteca/artigo-31-da-convencao-dos-direitos-da-crianca--o-brincar/> Acesso em: 19/09/2020

 

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